sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bares antigos de Natal, por Carlos Alberto dos Santos, físico potiguar.



Durante as décadas e 20 e 30 (séc. XX), a Ribeira era o bairro dos ricos de Natal. O Café Magestic reunia o melhor da sociedade natalense da época e era uma marca registrada do bairro.
Em dado momento o proprietário, preocupado com o crescente número de “fiados”, compartilhou sua preocupação com um amigo, também frequentador do Café - poeta, boêmio, dono de um senso de humor apurado - o qual sugeriu ao amigo que afixasse um cartaz no estabelecimento, que ele teria o maior prazer em redigir o texto.
Sugestão aceita. No dia seguinte lia-se em letras garrafais, logo no salão principal do tradicionalíssimo Café Magestic, esta peça rara da literatura brasileira:
Pra que não haja transtorno
Aqui no meu barracão
Só vendo fiado a corno
Fela da puta e ladrão
Fonte: “A Natal que Eu Vi”, de Lauro Pinto.
PS – Conta-se que o número de “fiados” foi quase a zero.
Para você entender que não era fácil fugir do FIADO, diz Evaldo que SEU PAI FALIU POR SUA CAUSA.
Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em novembro/2002
veja outros bares neste endereço

Em cada esquina um poeta, em cada beco um jornal. Assim é Natal, boêmia e cheia de bares, com poetas e escritores a dar com pau. Fui buscar na literatura referências a antigos bares natalenses. Garimpei o material relacionado abaixo.
Apesar de tantos bares e botecos, apenas a Confeitaria Delícia teve a primazia de ser imortalizada numa obra exclusiva. Trata-se do magnífico livro de José Alexandre Garcia,Acontecências e tipos da Confeitaria Delícia, ao qual dedico página exclusiva.
A vida boêmia ocupa boa parte da obra de Diógenes da Cunha Lima (Natal. Biografia de uma cidade), mas ele pouco menciona os nomes dos bares. Quando fala de Albimar Marinho, é um bar atrás do outro. Quando fala de Berilo Wanderley, menciona o bar do Nemésio, mas não diz como se chamava. Não seria Granada Bar?. Alguém aí pode me confirmar?
Diógenes também fala do Bar da Tripa, e conta uma história muito engraçada envolvendo Zé Areia, barbeiro, boêmio, humorista nato, improvisador, satírico e epigramista. Era assim que Diógenes via Zé Areia. A propósito, José Alexandre Garcia fala bastante de Zé Areia, principalmente das suas estripulias na Confeitaria Delícia.
Vingt-un Rosado, com a sua insuperável visão editorial, publicou um pequeno trecho do diário de viagem do americano John dos Passos, quando este visitou o Rio Grande do Norte, lá pelos idos de 1962. Quando descreve sua chegada em Natal, ele diz: Descemos no hotel no centro da cidade. Consegue-se no bar um gim tônico [sic] pouco convidativo, mas não há sanduíches. Algumas pessoas de aspecto desanimador transpiram na entrada do hotel. Não almoçamos. São três da tarde e estamos famintos. Mas só conseguimos para comer algumas fatias de queijo seco. Sem pão. Pela descrição, suponho que John dos Passos esteja se referindo ao Grande Hotel, que era, à época, o melhor hotel de Natal, mas estava localizado na ribeira, e não no centro da cidade.
Boêmio por natureza, Augusto Severo Neto (ASN) refere-se a vários bares no seu agradabilíssimo Ontem vestido de menino. Situado na Tavares de Lyra, o Cova de Onça era um bar parecido com os aristocráticos bares portugueses do Rossio. Durante os anos vinte, trinta e quarenta servia cafezinhos, vermute, cinzano, quinado Constatinno, conhaque Macieira, tudo isso acompanhado de azeitonas e queijo do reino. Entre petiscos, aperitivos e muita conversa política, ficou o dito popular: conversa fiada foi o que fechou o Cova da Onça.
O Café Magestic, ficava em frente ao Royal Cinema, bem ali na esquina da Ulisses Caldas com a Vigário Bartolomeu. Quando ASN o conheceu já dava ares de decadência: Semi-pardieiro de água-e-meia, teto metade forrado com tábua de forro de pinho-de-Riga, metade de telha vã, com muita teia, caibros redondos, viga e tesouras descobertas. Deve ter tido melhor vida, senão não teria o lugar que tem no nosso imaginário. Quem conta sua história detalhadamente é João Amorim Guimarães em Natal do meu tempo. João Amorim nos informa que no local do Magestic existia, no início do século XX, o Café Potiguarânia.
Augusto Severo Neto também escreve sobre o bar do Hotel Internacional, o Wonder Bar, o OK Bar e o Zepelim, dos quais me ocuparei na próxima atualização desta página.
Falando sobre Os americanos em Natal, Lenine Pinto refere-se ao Café O Grande Ponto, no centro da cidade, e ao bar do Grande Hotel, na Ribeira, aquele mesmo que deve sido visitado por John dos Passos.
O Café São Luís, de tantas histórias, é mencionado por Jeanne Fonseca quando descreve o Grande Ponto.
Em O menino e seu pai caçador, Berilo Wanderley faz um comovente obituário do Bar e Confeitaria Cisne e uma elegia em prosa para o Restaurante Pérola e para o Bar do Nasi, ambos no famoso Beco da Lama.

Veja também

Bibliografia

  1. GARCIA, J.A. Acontecências e tipos da Confeitaria Delícia Natal: Clima, 1987.
  2. GUIMARÃES, J.A. Natal do meu tempo. Natal: Fundação Hélio Galvão, 1999.
  3. LEIROS, J. Relembranças. Natal: Nossa Editora, 1985.
  4. LIMA, D.C. Natal. Biografia de uma cidade. Rio de Janeiro: Lidador, 1999.
  5. NESI, J.F.L. Caminhos de Natal. Natal: Gráfica Diplomata, 2002.
  6. PINTO, L. Os americanos em Natal. Natal: Sebo Vermelho, 2000.
  7. ROSADO, V. John dos Passos no Rio Grande do Norte. Natal: Gráfica Diplomata, 2002.
  8. SEVERO NETO, A. Ontem vestido de menino. Natal: Nossa Editora, 1985.
  9. WANDERLEY, B. O menino e seu pai caçador. Natal: Clima, 1980.

Bares e Restaurantes no topo da minha memória

Bar Dia e NoiteA PalhoçaSorveteria OásisCarne de Sol do LiraCarne de Sol do MarinhoO Casarão
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Confeitaria Delícia

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em dezembro/2002
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O texto aqui apresentado é inspirado no extraordinário livro de José Alexandre Garcia, Acontecências e tipos da Confeitaria Delícia (Clima, 1987). Como convém a um material na web, este será apresentado em sucessivas atualizações.
Em 1942, o chileno Jacob Lamas e seu cunhado italiano, Amadeu Grandi fundaram a Confeitaria. O potencial econômico ficou logo evidente, mas a administração do empreendimento era um problema para o representante comercial Jacob e para o alfaiate Amadeu. Estava claro que a confeitaria não podia ocupar o lugar dos ofícios primários dos proprietários. Resolveram vender, enquanto estava no auge.
Sinval Duarte Pereira, filho de Ismael Pereira adquiriu o estabelecimento e convidou o português Olívio Domingues da Silva para gerenciar a Confeitaria. Para Olívio a atividade comercial era inata. O freguês entrava para comprar uma caixinha de fósforo e saía com uma caixa de vinho. Logo a Confeitaria ganhou um reservado para funcionamento de um bar.
Em 1948, Olívio adquiriu o estabelecimento por Cento e vinte mil cruzeiros, uma fortuna! A transação foi acompanhada de fatos cheios de ternura e confiança na honestidade de Olívio. Sinval exigia sessenta mil cruzeiros no ato e sessenta mil em promissórias. As economias de toda a vida não davam ao português mais do que quarenta mil. O patrício Manoel Gonçalves Ribeiro entregou, espontaneamente, os vinte mil cruzeiros para a entrada.
Você começa a me pagar quando começar a ganhar dinheiro, disse antes de ouvir os enternecidos agradecimentos do conterrâneo pobre.
Olívia desejava que Oswaldo Medeiros fosse um dos seus avalistas, mas não tinha coragem para fazer a abordagem. Vejamos, nas palavras de José Alexandre, como se isso se sucedeu.
Oswaldo raramente aparecia na Delícia e quando o fazia era às pressas, só comprava à vista, só pagava à vista, negócio com ele era como Cancão dizia “em cima do pára-lama, pei e pou”. Comprou, pagou. Ainda por cima, era meio caladão, sem muitas intimidades, fidalgo, passara anos estudando na França.
Um belo começo de tarde, inopinadamente, entra Oswaldo no bar. Uma forte azia complicava-lhe a digestão. Pediu um bitter.
Olívio fez das tripas coração. Falou.
O filho de Aureliano não disse palavra. Sentou-se no birô do dono, cavalgou os óculos no nariz e comandou.
-Traga as promissórias.
Olívio ainda duvidava.
-O sr. vai assinar todas, “seu” Oswaldo?
Oswaldo, de Parker 51 em punho, balançou a cabeça afirmativamente.
-Olívio, se num mês, você não tiver o dinheiro todo, me procure que eu completo.
Grossas lágrimas desceram pelo rosto do portuga.
Finalmente era dono e senhor da Confeitaria Delícia.

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© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em novembro/2002
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Em cada esquina um poeta, em cada beco um jornal. Assim é Natal, boêmia e cheia de bares, com poetas e escritores a dar com pau. Fui buscar na literatura referências a antigos bares natalenses. Garimpei o material relacionado abaixo.
Apesar de tantos bares e botecos, apenas a Confeitaria Delícia teve a primazia de ser imortalizada numa obra exclusiva. Trata-se do magnífico livro de José Alexandre Garcia,Acontecências e tipos da Confeitaria Delícia, ao qual dedico página exclusiva.
A vida boêmia ocupa boa parte da obra de Diógenes da Cunha Lima (Natal. Biografia de uma cidade), mas ele pouco menciona os nomes dos bares. Quando fala de Albimar Marinho, é um bar atrás do outro. Quando fala de Berilo Wanderley, menciona o bar do Nemésio, mas não diz como se chamava. Não seria Granada Bar?. Alguém aí pode me confirmar?
Diógenes também fala do Bar da Tripa, e conta uma história muito engraçada envolvendo Zé Areia, barbeiro, boêmio, humorista nato, improvisador, satírico e epigramista. Era assim que Diógenes via Zé Areia. A propósito, José Alexandre Garcia fala bastante de Zé Areia, principalmente das suas estripulias na Confeitaria Delícia.
Vingt-un Rosado, com a sua insuperável visão editorial, publicou um pequeno trecho do diário de viagem do americano John dos Passos, quando este visitou o Rio Grande do Norte, lá pelos idos de 1962. Quando descreve sua chegada em Natal, ele diz: Descemos no hotel no centro da cidade. Consegue-se no bar um gim tônico [sic] pouco convidativo, mas não há sanduíches. Algumas pessoas de aspecto desanimador transpiram na entrada do hotel. Não almoçamos. São três da tarde e estamos famintos. Mas só conseguimos para comer algumas fatias de queijo seco. Sem pão. Pela descrição, suponho que John dos Passos esteja se referindo ao Grande Hotel, que era, à época, o melhor hotel de Natal, mas estava localizado na ribeira, e não no centro da cidade.
Boêmio por natureza, Augusto Severo Neto (ASN) refere-se a vários bares no seu agradabilíssimo Ontem vestido de menino. Situado na Tavares de Lyra, o Cova de Onça era um bar parecido com os aristocráticos bares portugueses do Rossio. Durante os anos vinte, trinta e quarenta servia cafezinhos, vermute, cinzano, quinado Constatinno, conhaque Macieira, tudo isso acompanhado de azeitonas e queijo do reino. Entre petiscos, aperitivos e muita conversa política, ficou o dito popular: conversa fiada foi o que fechou o Cova da Onça.
O Café Magestic, ficava em frente ao Royal Cinema, bem ali na esquina da Ulisses Caldas com a Vigário Bartolomeu. Quando ASN o conheceu já dava ares de decadência: Semi-pardieiro de água-e-meia, teto metade forrado com tábua de forro de pinho-de-Riga, metade de telha vã, com muita teia, caibros redondos, viga e tesouras descobertas. Deve ter tido melhor vida, senão não teria o lugar que tem no nosso imaginário. Quem conta sua história detalhadamente é João Amorim Guimarães em Natal do meu tempo. João Amorim nos informa que no local do Magestic existia, no início do século XX, o Café Potiguarânia.
Augusto Severo Neto também escreve sobre o bar do Hotel Internacional, o Wonder Bar, o OK Bar e o Zepelim, dos quais me ocuparei na próxima atualização desta página.
Falando sobre Os americanos em Natal, Lenine Pinto refere-se ao Café O Grande Ponto, no centro da cidade, e ao bar do Grande Hotel, na Ribeira, aquele mesmo que deve sido visitado por John dos Passos.
O Café São Luís, de tantas histórias, é mencionado por Jeanne Fonseca quando descreve o Grande Ponto.
Em O menino e seu pai caçador, Berilo Wanderley faz um comovente obituário do Bar e Confeitaria Cisne e uma elegia em prosa para o Restaurante Pérola e para o Bar do Nasi, ambos no famoso Beco da Lama.
mapa do site
  1. GARCIA, J.A. Acontecências e tipos da Confeitaria Delícia Natal: Clima, 1987.
  2. GUIMARÃES, J.A. Natal do meu tempo. Natal: Fundação Hélio Galvão, 1999.
  3. LEIROS, J. Relembranças. Natal: Nossa Editora, 1985.
  4. LIMA, D.C. Natal. Biografia de uma cidade. Rio de Janeiro: Lidador, 1999.
  5. NESI, J.F.L. Caminhos de Natal. Natal: Gráfica Diplomata, 2002.
  6. PINTO, L. Os americanos em Natal. Natal: Sebo Vermelho, 2000.
  7. ROSADO, V. John dos Passos no Rio Grande do Norte. Natal: Gráfica Diplomata, 2002.
  8. SEVERO NETO, A. Ontem vestido de menino. Natal: Nossa Editora, 1985.
  9. WANDERLEY, B. O menino e seu pai caçador. Natal: Clima, 1980.

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Bar Dia e NoiteA PalhoçaSorveteria OásisCarne de Sol do LiraCarne de Sol do MarinhoO Casarão
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Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
  © 2002 C.A. dos Santos 
Revisado em 12 de janeiro de 2003

  1. Bares antigos de Natal
  2. Bares na literatura potiguar
  3. Confeitaria Delícia
  4. Brisa do Mar
  5. Bar Dia e Noite
  6. Comes & Bebes de Antigamente
  7. Boite Arapuca
  8. A Palhoça
  9. Confeitaria Atheneu
  10. Outras páginas na web sobre bares de Natal, antigos e novos
  11. Um causo do Café Magestic

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Bar Dia e NoiteA PalhoçaConfeitaria OásisCarne de Sol do LiraCarne de Sol do MarinhoO Casarão

Confeitaria Atheneu

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em 14 de janeiro de 2003
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A Confeitaria Atheneu era assim denominada por causa do Colégio Estadual do Atheneu Norteriograndense, que ficava em frente. De inocente confeitaria colegial, o estabelecimento logo transformou-se em concorrido bar dos boêmios que por ali residiam. Nos finais de semana, a partir de 6a feira, a bebedeira corria solta.
Durante a semana, nos intervalos das aulas, suas mesas eram testemunhas de histórias folclóricas algumas, maliciosas outras, e mentirosas a maioria. Em solene juramento prometo, contarei as mais mentirosas.
Mas não era só dessas pequenas vilanias que a Confeitaria Atheneu era palco. Eram freqüentes as acirradas disputas pela solução de problemas e charadas não usuais. Lembro bem de um problema que resistiu semanas sem solução. Além do menino que o apresentou, apenas um outro encontrou a solução. Ainda lembro o enunciado, mas a modéstia impede-me de denunciar o autor da solução.
Um pai falou para o filho: Eu tenho o quíntuplo da idade que tu tinhas, quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tiveres a idade que eu tenho, nossas idades somarão 120 anos. Quais as idades do pai e do filho?
A quem interessar possa, o pai tem 50 anos e o filho 30.

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Boite Arapuca

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em 12 de janeiro de 2003
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No final de 1964, ou início de 1965, a imprensa natalense estampou um dos maiores escândalos que tenho conhecimento até hoje. A polícia havia invadido a boite Arapuca e descoberto que se tratava de um antro para orgias sexuais e consumo de drogas. Pelo que se comentava naquela época, a cocaína não era usada, a não ser em ambientes reservadíssimos. Maconha, lança-perfume e alguns psicotrópicos químicos, tipo perventim eram as drogas que nós, mortais caretas, sabíamos ser de uso freqüente. Dessas, a lança-perfume parecia ser a mais inocente. Por outro lado, a mistura de perventim com bebida alcoólica era altamente explosiva.
Quaisquer que fossem as conseqüências dessas drogas, não era isso que alimentava o imaginário popular. Eram as anunciadas orgias sexuais, e principalmente seus personagens, o que mais despertava o interesse do grande público. Surgiram vários boatos e lendas urbanas em torno de figuras importantes da sociedade natalense. Era aquele destacado empresário que diziam ser homossexual, ou aquela dama, mulher daquele milionário, que tinha um caso de amor com aquele outro, ou com aquela outra dama, e assim ia.
Um professor de português, cujo pai diziam ser homossexual, e que estaria na Arapuca no dia da batida policial, protagonizou uma cena hilariante numa das suas aulas.
O professor estava analisando ditados populares, quando saiu com este
- Filho de peixe, peixinho é.
Fez cara de paisagem quando soou a gargalhada geral.

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A Palhoça

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em 13 de janeiro de 2003
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Esta crônica é baseada em texto enviado por um internauta identificado como Caramuru.
Em 1969, Joerton era nosso professor de matemática no 3o ano do científico noturno do Colégio Estadual do Atheneu Norteriograndense. Ah! o velho e glorioso Atheneu. Era um estudante de engenharia, um pouquinho mais velho que os mais novos da nossa turma. Freqüentávamos os mesmos ambientes da boêmia. Depois da aula de 6a feira saíamos para a farra, geralmente para as festas do ABC, que ficava bem ali, na esquina da Afonso Pena com a Potengi, atrás do Atheneu.
Joerton exibia aquele ar desligado comum aos seres humanos de inteligência indiscutível. Fazia questão de deixar claro que não precisava preparar aula. Para ele, o improviso era a marca do intelecto superior. Tinha orgulho de tudo isso, mas do que mais se orgulhava era da sua capacidade de ingestão alcoólica. Conhecia todos os bares e botecos de Natal, mas seu local preferido era a A Palhoça. A Palhoça era assim, não necessitava do qualificativo Bar.
Toda 4a feira Joerton saía do Atheneu, seguia pela Potengi até a Av. Deodoro, dobrava à esquerda e caminhava cinco quadras até à Palhoça. Ficava ao lado do Cine Rio Grande, e era de propriedade do pai de Luíz Damasceno, o mais competente livreiro da capital potiguar. O nome Palhoça combinava com a arquitetura do estabelecimento, que consistia em vários cubículos, separados por paredes de palha, com chão de areia.
Certa vez Joerton nos convidou para uma cervejada na Palhoça. Como de costume, não parava de contar histórias do folclore escolar. Naquele dia, a mais hilariante envolvia um famoso filhinho-de-papai, que era tão obtuso, quanto rico.
A cena ocorrera no cursinho pré-vestibular. O professor de matemática estava dando uma aula sobre análise combinatória. A certa altura, o garboso e obtuso mancebo, que se postava arrogantemente nas últimas cadeiras da sala, pergunta:
- Professor, o que quer dizer esse sinal de exclamação depois do número 4?
Imediatamente, um atilado e irônico colega que se sentava bem na frente, vira-se e diz, em alto e bom som:
- O sinal de exclamação está exclamando: Oh, menino, quanto és burro!

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Bar Dia e Noite

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© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em dezembro/2002
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O Bar Dia e Noite estava localizado na Rua João Pessoa, próximo à Rua Princesa Isabel. À tarde servia lanches para os adolescentes abastados, e à noite para a juventude namoradeira, igualmente abastada. Depois do namoro era costume ir até o Dia e Noite fazer um lanche para recuperar as energias perdidas no inocente jogo amoroso.
Nos finais de semana, a partir de sexta-feira, o bar fervia. Depois das festas nos clubes (ABC, América, Aero Clube, Assen, entre outros), era uma corrida para o Dia e Noite. Não raro, o teor etílico provocava pequenos sururus. É verdade que às vezes o quiproquó era grande, com generalizada quebradeira de mesas. Principalmente quando estavam metidos aqueles irmãos com sobrenome italiano.
O garçom Gasolina era uma figura marcante no Dia e Noite. É personagem certa no folclore do bar. Tinha os bordões seguidamente repetidos por ele e pelos fregueses. Não sei quantas vezes ouvi um ou outro freguês exclamando em alto e bom som:
- Gasolina, suspenda os ovos e passa a língua!
De vez em quando alguém perguntava:
- Gasolina, terminou a casa?
A costumeira resposta negativa de garçom era seguida pela complementação do piadista - Ah, então continua levando vara?. A referência era antiquada, tratava-se da construção de casa de taipa.

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Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos 
Texto revisado em dezembro/2002
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Esta é uma página que será freqüentemente atualizada, à medida que a memória for refrescando e os leitores contribuindo.
Nos anos sessenta, a cartola era uma guloseima muito apreciada, e servida em qualquer bar ou sorveteria, sobretudo naqueles situados no Grande Ponto. Não lembro a receita com precisão, mas era feita com banana frita, coberta com uma camada de queijo frito, e canela. Nada light nem diet, mas era uma delícia.
A meladinha era uma mistura de cachaça com mel de abelha. Tão saborosa quanto embebedante. Era no Bar do Nazi, no Beco da Lama, onde se bebia a mais famosa meladinha de Natal.

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© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em 23 de janeiro de 2003
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Além das páginas próprias de cada bar ou restaurante, existem várias outras tratando de um ou outro aspecto dos bares de Natal. São, na maioria, páginas com informações turísticas. Selecionei aquelas que considero as mais interessantes:
Webturismo
Excelente site sobre informações turísticas
A era dos artistas
Maravilhoso site sobre a Natal de antigamente. Com um texto de primeira qualidade.
Btour Turismo
Site muito bom sobre várias localidades brasileiras.
Praia da Pipa
Fotos maravilhosas, com as fantásticas falésias e arrecifes desta belíssima praia de Goianinha, a 85 km de Natal.
City Brazil
Belo guia turístico de Natal.
Hotel Mais
Guia de Hotéis e Restaurantes.
Cultural Search
Sugestões de bares e restaurantes de várias localidades brasileiras.
Links de Turismo
Como o nome sugere, trata-se de um site com sugestões turísticas.
Viagem e Gastronomia
Site maravilhoso, com um fino toque cultural. Tem um belo texto de Nei Leandro de Castro.
Natal_tk – Restaurantes
Sugestões de bares e restaurantes, por especialidade.
Bares e Restaurantes-Rio Grande do Norte
Sugestões de restaurantes. Embora bem estruturado, o site contém poucas sugestões.
RN Pesquisa
Site muito interessante, com sugestões de bares, restaurantes, pousadas e hotéis.

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Bar Dia e NoiteA PalhoçaSorveteria OásisCarne de Sol do LiraCarne de Sol do MarinhoO Casarão
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Bares antigos de Natal

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000. Como se vê abaixo, essa era a página-portal do site.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto atualizado em 23 de janeiro de 2003
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Esta é a página-portal do site sobre os bares de Natal, principalmente os antigos. Além de resgatar parte da história da boêmia natalense, o site pretende ser um guia de bares e restaurantes contemporâneos.
Receitas culinárias, aperitivos e coquetéis também serão apresentados. Veja a primeira versão sobre este tema
Vamos apresentar como os bares natalenses aparecem na literatura potiguar, e como outros bares são apresentados na literatura universal.
Em sucessivas atualizações, vamos apresentar muitas histórias sobre a Confeitaria Delícia, um dos mais antigos bares de Natal. O ambiente underground do Brisa do Mar, está sendo ilustrado com uma hilariante história enviada por um internauta anônimo. O Bar Dia e Noite, o preferido da juventude bem-nascida, e seu garçom gasolina, não poderia ficar de fora, assim como A Palhoça.
A Boite Arapuca, um antro de orgias sexuais e consumo de drogas, segundo comentários dos anos sessenta, também teve sua breve existência registrada.
Pelas inúmeras histórias que ali eram contadas, a Confeitaria Atheneu vai merecer uma página com sucessivas atualizações.
Para manter-se atualizado, visite o mapa do site, e o coloque entre seus favoritos.
Estaremos freqüentemente apresentando novos links, com outras páginas sobre bares de Natal, antigos e novos.
  1. Sugira bares antigos, indicando local e período de funcionamento, ou o período em que o freqüentou.
  2. Envie relatos ou crônicas sobre bares antigos e novos. Se o leitor desejar permanecer no anonimato, garantiremos o sigilo.

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Bar Brisa do Mar

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.
© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em dezembro/2002
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O texto que se segue foi elaborado a partir de informações prestadas por um freqüentador do bar Brisa do Mar. A seu pedido, o informante permanecerá no anonimato.
Nos anos sessenta, o bar Brisa do Mar era um ponto de encontro do meio intelectual natalense. Entenda-se, para usar uma expressão da época, era o ponto de encontro do underground. Hoje poderia muito bem ser classificado como um bar GLS. Ficava na margem do rio Potengi, na altura da rua João da Mata, próximo à Casa do Estudante, os principais freqüentadores do recinto.
Depois trocaram o nome do bar. Passou a chamar-se Brisa del Mare. Já tinha essa bobagem naquela época. Era o início da grande Greenville em que se transformou este país.
Além dessas circunstâncias sociológicas, o bar era famoso pelo
carangueijo preparado por Nazareno, a Madame Satã potiguar. Como o malandro e homossexual carioca, Nazareno também era um negrão forte, e costumava desafiar machões e valentões, batendo no peito e falando alto:
- Sou muito mulher para bater em você.
Certa noite de lua cheia, o bar lotado, a farra corria solta. De repente, falta luz na cidade. Blecaute total. Imediatamente, alguém, com voz de soprano, grita na sua típica afetação:
- Atenção, atenção, vamos fazer a chamada: Jane.
- Presente, respondeu outra na mais estridente fanfarra.
Os nomes sucederam-se: Odete, Cristina, Gigliola, Ariene…
A cada nome, um presente ora escandaloso, ora comedido.
A luz chegou e alguém começou a dedilhar malaguenha no seu bem afinado violão. Uma dançarina, com calça Saint-Tropez coladíssima no corpo, ensaia trejeitos castelhanos.
A birita já tinha chegado ao meu limite quando descobri que a linda menina dos meus desejos estava com sua namorada, vigilante namorada, entenda-se.

Notas


Carangueijo no leite de côco:Usualmente, o carangueijo é preparado n’água e sal. Coloca-se o carangueijo vivo na água fervendo e adiciona-se sal. Quando o carangueijo fica vermelho, está pronto. Parece que Nazareno foi um dos primeiros a preparar o carangueijo com leite de côco. A receita é ótima, e desde então passou a ser muito utilizada.volta
Madame Satã: João Francisco dos Santos, malandro, preto, pobre e homossexual, transformou-se em personagem folclórica da boêmia carioca na Lapa dos anos trinta. Com o apelido de Madame Satã virou mito de coragem na brigas de rua.volta
Calça Saint Tropez: Foi moda nos anos sessenta. Trata-se de uma calça com o cós bem abaixo do umbigo. Está de volta neste novo século.volta
Birita: Bebida.volta

Bares e Restaurantes no topo da minha memória

Bar Dia e NoiteA PalhoçaSorveteria OásisCarne de Sol do LiraCarne de Sol do MarinhoO Casarão
veja outros bares neste endereço
Tenho falado bastante sobre a volatilidade da memória nessa era da comunicação digital, sobretudo na internet. Coisas que simplesmente desaparecem, ou que não mais podem ser recuperadas porque a tecnologia de leitura já é outra. Acabei de ser vítima, com uma página que criei no Geocities, entre 2001 e 2002. Veja aqui a história do Geocities, em português e em inglês.
Motivado pelo artigo Lembrando o bar, café e lanchonete Dia e Noite, do médico Jahyr Navarro, publicado ontem no O Jornal de Hoje, resolvi reler o que tinha escrito sobre esse bar, há mais de uma década. Aí está a capa da página
geocities_capaCliquei em alguns links, todos funcionando. Por exemplo aqui está o mapa do site.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

 Luiz Gonzaga na intimidade do anfitrião caicoense Basílio Ginane

  

13 de dezembro de 2012 17:08


Foto do arquivo de Marta Ginane
O blog faz um registro histórico e merecido nesta data do centenário de nascimento do Rei do Baião. Trata-se deste artigo publicado “Acordes de sanfona de um caicoense para o ídolo Luiz Gonzaga”, em que a neta de seu Basílio, Marta Ginane, posta comentário e diz que Luiz Gonzaga também esteve na casa do seu avô por volta de 1986, em sua última visita à Caicó, nessa época já na casa do bairro Penedo.  
 
A foto histórica de “Seu Luiz” como hóspede de Seu Basílio Ginane, na intimidade do lar do sertanejo que se tornou amigo leal do rei do baião. Entre os dois, a esposa do anfitrião, a educadora Dona Bernadete (já falecida) e ao redor filhos. 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/13/2012 02:54:00 PM

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Está se aproximando nova edição do Baile de Máscara-2013.



Viver

Natal, 12 de Dezembro de 2012 | Atualizado às 10:45

Folia de véspera

Publicação: 16 de Fevereiro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte.

Yuno Silva - repórter

Mesmo de forma acanhada, Natal já respira Carnaval e a programação de Momo pipoca por todos os cantos da cidade. A folia só começa mesmo no Sábado de Zé Pereira, mas a partir de hoje a contagem regressiva entra em sintonia com o tradicional Baile de Máscaras da Confeitaria Atheneu, em Petrópolis, a partir das 19h. Considerado a abertura oficial da festa na capital potiguar, o Baile completa 17 anos ao som de orquestras de Frevo, mais performance de Camila Masiso, Rodolfo Amaral, Orquestra de Frevo e grupo Folia de Rua - o evento tem acesso gratuito.
Adriano AbreuCantora Khrystal abre a folia na Praça das MãesCantora Khrystal abre a folia na Praça das Mães

Antes, porém, às 17h no Palácio Felipe Camarão, Cidade Alta, o prefeito em exercício, vereador Edivan Martins. entrega as chaves da cidade ao Rei Momo e a Rainha do Carnaval. Na ocasião, frevo e blocos animam a solenidade, e arrastam o público até o largo do Atheneu. "O formato foi alterado para a programação do Baile de Máscaras não sofrer interrupções", justificou a produtora Cristina Medeiros, da Funcarte, uma das responsáveis pela promoção do evento.

Mas há opção para quem preferir ficar pelo centro: a Ordem dos Advogados do Brasil - RN realiza prévia carnavalesca gratuita na Praça das Mães (av. Câmara Cascudo), a partir das 19h30 com shows da cantora Khrystal e a Banda Ribeira de Pau e Corda. Às margens do Rio Potengi, no Paço da Pátria (rua da Misericórdia), também pelas bandas do centro, entra em cena a prévia Carnaval da Cultura Inclusiva a partir das 17h. O evento é uma promoção da Associação Cultural e Ecológica das Comunidades Tradicionais e a programação inclui shows de Carlos Zens, Lucinha Madana Mohana com a Gira dos Santos e o Grupo de Capoeira HêHê Angola e Regional de Igapó.  A entrada é franca. 

Para os mais intimistas que não dispensam uma folia, o palco do Jobim Gastronomia & Música, na Praça das Flores em Petrópolis, também promove prévia com apresentação voz, violão e percussão de Ângelo Angolano e Carlos Castim a partir das 21h.

BAILE DE MÁSCARAS

Criado em 1995 por frequentadores da Confeitaria Atheneu, entre eles Odemam Júnior, Augusto Leal, Ronald Gurgel, Elio Newson e Airton Bulhões, o Baile de Máscaras começou como um bloco de mascarados que saia pela ruas de Petrópolis escoltados por orquestras de frevo. A iniciativa prosperou e o movimento que começou como brincadeira passou a ser visto, há nove anos, como abertura oficial do Carnaval natalense.

PREFEITURA DIVULGA RESULTADO DO EDITAL DE CARNAVAL 

No intuito de conferir maior transparência e oferecer oportunidades mais democráticas para todas as iniciativas que buscam, anualmente, apoio financeiro para a organização de bailes, prévias, festas e blocos, a Prefeitura de Natal resolveu abrir edital público este ano para selecionar os projetos que receberão ajuda de custo. 

O resultado do edital foi divulgado ontem à tarde, na sede da Fundação Capitania das Artes, e os inscritos concorriam em cinco categorias: Blocos nível A, B e C, que receberão respectivamente R$ 4 mil, R$ 2 mil e R$ 800 como apoio; Bailes de Carnaval, com prêmio de R$ mil cada; e Prévia Carnavalesca no valor de R$ 2 mil.

EDITAL

Selecionados para o Carnaval da Prefeitura:

• Prévias (R$ 2 mil)

. Folia dos Sonhos
. Carnaval Outros Sons (Cidade Alta)
. Carnaval pela Cultura Inclusiva (Paço da Pátria)

• Baile (R$ 4 mil)

. Chamada Carnavalesca do Rock (Ribeira)

• Blocos A (R$ 4 mil)

Alecrim: Psyu

Cidade Alta: As Kengas

Ponta Negra:
. Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens

Redinha:
. Banda do Siri
. Os Cão
. As Raparigas
. Baiacu na Vara
. Cobra Coral 

Ribeira :   Banda da Ribeira

Rocas
. Banda do Carcará
. As Guerreiras

Quintas:  Quintas Folia

• Blocos B (R$ 2 mil)

. Bloco da Graxa
. Boca Louka
. Farol Folia

Cidade Alta
. Manicacas do Frevo
. Carnaval Junto e Misturado
. Shopping Cidade Alta

Rocas:
. Troça do PV
. Tô Dentro
. Os Linguarudos
. Pinto Pelado

Redinha:
. Redinha dos Meus Amores
. Gami
. Bloco do Papangu
. Ressaka
. Os Bem Amados
. Pinto de Fora
. Troça do Zé Prikito
 
Ponta Negra:  Carnavila

Alecrim:
. B10
. Cheiro do Alecrim

• Blocos C (R$ 800)
 
. Carnaval do Marly Sarney
. Arrastão do Matuto
. Bloco As Piriguetes
. Os Pinto Duro
. Bloco Só Nós

Alecrim:
. Caixa Dágua

Cidade Alta:
. Bloco abre-folia.
. Big Rider.

Cidade da Esperança:
. Bloco Esperança Kids

Ponta Negra:
. Bloco Fiquei Porque Quis

Redinha:
. Tampa de Furico
. Caranguejo no Coco
. Unidos da Ponte

Zona Norte:
. As Raparigas do Gramoré

Rocas:
. Cão de Raça
. Bloco Caia na Gandaia
. Os Grávidos
. Bloco Pileque Legal
. Bloco Q Fuxico na Folia

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


Carnabeco e Pratodomundo agitam Centro Histórico de Natal
 
A banda do Maestro Duarte animou os foliões durante o Carnabeco, que aconteceu no último sábado pelas vialas do Beco da Lama e pelo Centro Histórico de Natal
 
Foto: Alex Gurgel – clique e confira mais
Os acordes de frevo ecoaram pelo Beco da Lama no derradeiro sábado. Era mais uma edição do Carnaval fora de época celebrado pelos frequentadores do Beco mais boêmio de Natal, o Carnabeco, que arrastou uma multidão pelo Centro Histórico de Natal, passando pelos principais botecos.
 
O Carnabeco é uma festa organizada pela Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacência (SAMBA), cujo objetivo é “tirar uma onda” com o famigerado Carnatal. Os foliões do Beco da Lama têm o privilégio de brincar o Carnabeco ao som do mais puro frevo pernambucano, sem cordas de isolamento e nem abadás.
 
Festival Gastronômico Pratodo mundo
 
Desde sábado, a SAMBA está organizando a 9ª edição do Pratodomundo – Festival Gastronômico do Beco da Lama. Diferente dos anos anteriores, em 2012 a competição é entre petiscos. O precinho também é camarada. Os bares poderão cobrar, no máximo, 10 Reais por cada petisco.
 
O Pratodomundo começou no último sábado (8) junto com o Carnabeco e vai até o próximo sábado, dia 15 de dezembro. Oito botecos da Cidade Alta estão participando do Pratodomundo. O primeiro lugar receberá o R$ 600 + troféu, o segundo levará R$ 400 + troféu e o terceiro receberá R$ 300 + troféu.
 
A SAMBA convidou este ano o artista plástico Jotó para fazer a arte do Pratodomundo que será entregue aos vencedores. O 9º Pratodomundo – Festival Gastronômico do Beco da Lama – é uma realização da SAMBA e tem o apoio do SEBRAE, do IFRN Cidade Alta e da Offset Gráfica.
 
Confira os bares participantes do Pratodomundo:
 
Bar do Pedrinho (rua Vigário Bartolomeu, ao lado do camelódromo)
Bar Inverno & Verão (rua Vigário Bartolomeu, no camelódromo)
Bar Encontro dos Boêmios (rua. Dr. José Ivo)
Bar da Meladinha (rua Dr. José Ivo)
Bar da Nazaré (rua. coronel Cascudo)
Bar Bardallo´s Comida e Arte (rua Gonçalves Ledo)
Bar do Sapato (rua Heitor Carrilho, próx. Igreja do Galo)
Bar do Zé Reeira (rua prof. Zuza, ao lado do IFRN Cidade Alta)
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012


NATAL É CITADA NA MÍDIA NACIONAL
Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor
 
Mais uma vez a cidade de Natal é manchete na mídia nacional, a teor do que publica a Folha de São Paulo deste derradeiro dia de novembro.
Infelizmente, a evidência não é pelo fato de ser a “Cidade do Natal”, nem mesmo do execrável Carnatal, ou roteiro turístico, mas pelo descaso, irresponsabilidade, incompetência do governo municipal, que se descurou do planejamento mais singelo, em relação às necessidades mais elementares e prioritárias, indispensáveis à sua sobrevivência.
Lixo nas ruas, buracos em monta, orla marítima sem conservação afastando os turistas, servidores sem pagamento, fornecedores idem, saúde pública comprometida e objeto de corrupção e agora, a bola da vez, a educação, que está à beira do recesso forçado, posto que sem professores, sem merenda ou merendeiros, tudo pela inadimplência irresponsável para com os que fazem a estrutura educacional do Município.
O que impressiona é a conivência do Prefeito de emergência, pois mantém nos postos secretários comprovadamente incompetentes, que estão apenas pastorando os cargos e recebendo subsídios, pois não tiveram competência para minimizar o caos e não mostraram a iniciativa de entregarem seus cargos.
Praticamente, o único Secretário em efetiva atividade, e com resultados visíveis, é o Procurador Geral Francisco Wilkie. Este merece respeito.
Natal em colapso, diz a matéria, a Prefeitura decreta estado de calamidade pública na saúde, Município sem aulas, sem professores, sem saúde, sem turistas, sem vergonha.
Enquanto isso, transfere recursos vultosos para a Câmara Municipal, que não assume as suas responsabilidades para intervir nessa situação sem controle.
Isto tudo é um desrespeito à população, um escárnio à coisa pública, um desgoverno imperdoável, um somatório de omissões.
Estamos atravessando a maior crise da nossa história e não se presta os devidos esclarecimentos de nada e a ninguém. Vivemos tempos terríveis, que nos lembram o clima da Revolução Francesa e a Queda da Bastilha.
Para tudo há um tempo certo, diz o livro do Eclesiastes – AGORA É TEMPO DE SE CRIAR VERGONHA.
E o governo do Estado que se cuide!